
E de um momento para o outro parte-se em mil, cada um com vida própria. Passeiam pela cidade junto das pessoas, dentro das pessoas.
Não têm memórias, apenas seguem o seu destino, obedecem à sua natureza, sem objectivos, por todo o lado, a ocupar as fissuras apenas de passagem, sem dormir vão-se alimentando das coisas, sendo as coisas.
Pequeno demais para que nos preocupemos, minusculo para chamar a atenção, e assim têm o mundo controlado, o monopolio das coisas. Vão fazendo alterar os elementos a seu prazer e diversão. Tudo o que nós vemos eles tocam, tudo que tocamos eles tiveram, e têm um universo atraz da barreira limitadora que nos criaram, o mundo que conhecemos.
Quando comemos estão-nos a ver, a sentir por dentro, quando dormimos estão-nos a dar ordens. E assim nos vão alimentando alimentando-se de nós.
Coisa vil e enganadora, a que muitos não conseguem resistir. Ela move pessoas, move ideias. A sociedade baseia-se nela, as pessoas trabalham para a ter, pessoas roubam, mentem, matam, são capazes dos piores pecados por este monstro por detrás de uma aparencia carinhosa, acolhedora...
